G Y P 7
22.4.12
25.3.12
Manifesto:.
Definitivamente ter educação não é ler, escrever, fazer contas e muito menos
dar respostas supostamente certas sem questionar o interesse real das perguntas.
Educação não é receber receitas prontas e executá-las com seu tempero.
Independente do quão bem isso possa ser feito.
Muito menos conhecer a história, distorcida de seus fatos na esmagadora maioria dos casos.
Pedro Álvares Cabral não descobriu o Brasil.
Osama Bin Laden não foi o grande arquiteto do 11 de setembro.
O objetivo da educação é mudar pensamentos, sentimentos e ações.
Se eliminamos os valores mais profundos do ser humano inserindo apenas culturas
e procedimentos limitadores que desestimulam a pesquisa e o questionamento,
vamos continuar investindo na ampliação de leitos hospitalares ao invés de aplicar recursos em um processo criativo e inteligente de evitar que as pessoas adoeçam.
Educar é tirar do escuro para o claro. E não do escuro para a meia luz.
É muito importante cultivar algumas tradições coletivas.
Isso faz parte do processo natural de evolução da nossa espécie.
Mas pensar como manada, virar cardume,
é o mesmo que enfiar o cérebro humano numa lata de sardinha e jogar fora o abridor.
É missão do “professor de espanto”- como diz o mestre Rubem Alves,
e como sugere o poeta Manoel de Barros –
fazer com que possamos perceber a grandeza das coisas e a força infinita do que parece insignificante.
É preciso observar sem interferir e ao mesmo tempo fazer objeções.
Nenhum organismo, nenhuma máquina sobre a superfície desse planeta tem o potencial
do cérebro e do coração de cada criança, cada homem, cada mulher.
Como diz Maiakoviski, “gente é para brilhar”.
Sendo assim, é preciso urgentemente que as artes em geral sejam incentivadas com a força de um sol.
Talvez um segundo sol.
Nibiru e Nando Reis que o digam.
Poesia, música, artes plásticas, teatro, literatura, fotografia, cinema.
Todas as artes que libertam a grandiosidade do ser precisam estar no currículo escolar
com a mesma importância da matemática e das línguas, do feijão e do arroz.
Nossa crise humana não advém do talento individual
e sim do uso inadequado de nossas potencialidades.
Viva o lado direito do cérebro. Viva a dissidência de todas as artes.
Principalmente a do ser.
Marcos Ferraz
18.3.12
9.3.12
4.3.12
Meow:.

Eles ajudaram os antigos egípcios a combater um de seus piores inimigos - os ratos que infestavam a região, destruindo as colheitas de grãos e cereais, além de espalharem doenças. Quando notaram que os gatos eram a solução para controlar a população de roedores, os egípcios começaram a tratar os bichanos como membros da família e passaram a encará-los como verdadeiras divindades. Uma das deusas egípcias representadas com cabeça de gato era Bastet. Ela começou a ser cultuada por volta de 3000 a.C. e representava o prazer, a fertilidade, a música e o amor. Além de Bastet, as duas principais divindades egípcias - Ra, o deus do Sol, e Ísis, a deusa da vida - também apresentavam traços felinos.
Os egípcios dedicavam tamanha veneração aos gatos que costumavam raspar as sobrancelhas em sinal de luto quando um bichinho de estimação morria. As mulheres também os viam como símbolos de beleza e pintavam os olhos tentando imitar o contorno perfeito do olhar dos bichanos. Esses animais mereciam os mesmos ritos fúnebres que os seres humanos, sendo embalsamados e sepultados. No século XIX, arqueólogos descobriram mais de 300 mil múmias de gatos num cemitério em Tall Bastah, cidade no delta do rio Nilo onde ficava o principal templo da deusa Bastet. Exagero? E que tal saber que alguém podia ser condenado à morte se matasse um desses animais?
Mas tamanha adoração custou pelo menos uma derrota histórica para o Império Egípcio, cerca de 600 anos antes de Cristo. Quando um comandante persa chamado Cambises II soube que os inimigos da terra do Nilo veneravam tanto esses felinos, não teve dúvidas e ordenou que seu exército atacasse o país usando uma tática no mínimo inusitada: gatos foram colocados à frente de suas tropas como escudo! Os egípcios não ofereceram resistência. Era melhor se render diante dos persas do que cogitar a possibilidade de ferir um ser sagrado.
28.2.12
25.2.12
22.2.12
O Reino Deste Mundo:.


Um velho ermitão foi certa vez convidado para ir até a corte do rei mais poderoso daquela época.
- Eu invejo um homem santo, que se contenta com tão pouco – comentou o soberano.
- Eu invejo Vossa Majestade, que se contenta com menos que eu – respondeu o ermitão.
- Como você me diz isto, se todo este país me pertence? – disse o rei, ofendido.
- Justamente por isso. Eu tenho a música das esferas celestes, tenho os rios e as montanhas do mundo inteiro, tenho a lua e o sol, porque tenho Deus na minha alma. Vossa Majestade, porém, tem apenas este reino.
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